SERVIÇOS
AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA
A avaliação psicológica é um processo clínico estruturado que permite compreender de forma aprofundada o funcionamento psicológico, cognitivo e emocional de uma pessoa. Recorre a instrumentos padronizados, entrevistas clínicas e observação, integrando informação sobre capacidades cognitivas, traços de personalidade, estratégias de coping e eventuais áreas de vulnerabilidade.
Este processo é particularmente útil para clarificar hipóteses diagnósticas, identificar possíveis perturbações, incluindo o despiste de Perturbação do Espectro do Autismo, e orientar decisões terapêuticas ou de intervenção.
No final é elaborado um relatório clínico, com conclusões e recomendações fundamentadas que podem orientar o acompanhamento posterior. Todo o processo decorre com rigor, confidencialidade e respeito pelos princípios éticos da prática clínica, podendo incluir sessões presenciais e, quando clinicamente adequado, momentos remotos.
CONSULTA INDIVIDUAL
A consulta individual corresponde a um processo psicoterapêutico estruturado que permite explorar, de forma aprofundada, pensamentos, emoções e padrões de comportamento. Num espaço de confiança e confidencialidade, trabalha-se na compreensão das experiências e dificuldades trazidas para a consulta, bem como na identificação dos recursos pessoais de cada pessoa.
A intervenção segue sobretudo uma abordagem cognitivo-comportamental, centrada na relação entre pensamentos, emoções e comportamentos. O trabalho terapêutico pode incluir o desenvolvimento de estratégias de coping, a regulação emocional, a identificação e reformulação de padrões de pensamento disfuncionais e a promoção de mudanças comportamentais que favoreçam o bem-estar.
Este acompanhamento visa não só o alívio de sintomas, mas também um maior conhecimento de si próprio e uma maior capacidade de lidar com os desafios do quotidiano. As sessões podem decorrer em formato presencial ou remoto (teleconsulta), com uma frequência ajustada ao ritmo do processo terapêutico.
INTERVENÇÃO EM GRUPO
A terapia de grupo é um espaço clínico estruturado de partilha e reflexão, onde várias pessoas se reúnem sob a orientação do terapeuta para promover crescimento pessoal e suporte mútuo. Num contexto seguro, confidencial e eticamente enquadrado, a dinâmica grupal favorece a escuta activa, a reflexão conjunta e o desenvolvimento de relações interpessoais mais conscientes.
Neste formato, trabalha-se não só a compreensão individual de emoções e padrões de comportamento, mas também a forma como estes se manifestam nas interações com os outros. A intervenção pode integrar princípios da abordagem cognitivo-comportamental, promovendo competências como a regulação emocional, a assertividade, a empatia e estratégias mais adaptativas de lidar com
dificuldades.
O próprio grupo torna-se um recurso terapêutico, permitindo experiências e aprendizagens que complementam o trabalho realizado em contexto individual. As sessões podem decorrer presencialmente ou online, com número de participantes e objetivos definidos de acordo com as características e necessidades do grupo.
MEDIAÇÃO FAMILIAR
A mediação familiar é um processo estruturado de gestão de conflitos, orientado por um profissional imparcial, que apoia as partes envolvidas a restabelecer o diálogo e a encontrar soluções consensuais. Diferente de um contexto judicial, a mediação centra-se na comunicação, na clarificação de necessidades e na construção de acordos sustentáveis.
Este serviço é particularmente indicado em situações de separação ou divórcio, reorganização familiar, definição de responsabilidades parentais, conflitos intergeracionais ou outras circunstâncias em que a relação se mantém, mas necessita de novos contornos e equilíbrio.
Durante o processo de mediação, promove-se:
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Um espaço neutro, seguro e confidencial para a expressão de perspectivas e emoções.
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A identificação de interesses comuns e divergentes de forma estruturada.
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A negociação de acordos claros, realistas e orientados para o bem-estar de todos os envolvidos, especialmente das crianças, quando existem.
A mediação não substitui aconselhamento jurídico, mas pode complementá-lo, facilitando decisões mais conscientes e colaborativas. Ao privilegiar a corresponsabilização e o diálogo, este serviço contribui para reduzir o impacto emocional do conflito e promover relações futuras mais funcionais.